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quarta-feira, 16 de junho de 2010

HARE BABA - A ÍNDIA COMO VOCÊ NÃO VIU NA NOVELA...


Casal de namorados é torturado e eletrocutado em 'crime de honra' na Índia

Um casal de namorados foi torturado e assassinado em um suposto crime de honra em Nova Déli, em um caso que chocou a Índia.

Yogesh Kumar Jatav e a namorada, Asha Saini, ambos com 19 anos, foram torturados e espancados durante quatro horas e eletrocutados até morrerem na madrugada de segunda-feira, segundo a mídia local.

O pai da jovem, Suraj Kumar Saini, e o tio, Om Prakash, foram indiciados pelo crime, que teria sido cometido porque eles não aprovavam a relação de Asha com um rapaz de uma casta diferente.

"Ao serem perguntados por que tomaram um passo tão drástico, Saini e Om Prakash disseram que Asha não deixou alternativa", disse um policial ao jornal Hindustan Times. "Eles disseram que Asha os frustrou profundamente e que a família não se arrependia de tê-los matado."

Sem arrependimento

Segundo o jornal Expressindia, o tio da jovem disse que não se arrepende do que fez. "O que você faria se alguém entrasse em sua casa às 00h30 para encontrar sua filha?"

Ainda segundo a mídia local, Asha queria se casar com Yogesh, que era motorista de táxi, mas sua família estava tentando arranjar o casamento dela com outra pessoa e havia alertado a jovem a terminar o relacionamento.

Os corpos dos dois foram encontrados, amarrados e com marcas de violência, na casa do tio da jovem, depois que vizinhos chamaram a polícia.

Os vizinhos disseram que tentaram entrar na casa ao ouvirem os gritos do casal, mas foram recusados pelo tio da jovem, que disse que estava cuidando de uma questão familiar.

Suraj Kumar Saini e Om Prakash serão mantidos em custódia policial até esta quinta-feira para serem interrogados.

A polícia também quer investigar se outros membros da família estavam envolvidos no crime.

Crimes de honra

Os chamados crimes de honra ainda são comuns na Índia rural, mas esse caso chocou o país por sua brutalidade e por ter ocorrido na capital do país.

Muitos desses casos são de mulheres que foram desfiguradas com ácido ou assassinadas pelos maridos ou pela família por terem, na visão deles, manchado sua honra.

A Índia possui um complexo e rígido sistema de castas que designa a posição de cada pessoa na hierarquia social com base em fatores hereditários.

Apesar de leis banindo a discriminação, a violência relacionada a preconceitos contra pessoas de castas mais baixas também ainda é bastante comum em várias partes do país.

FONTE: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/06/16/casal-de-namorados-torturado-eletrocutado-em-crime-de-honra-na-india-916894460.asp

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Médico testemunha de jeová é acusado de homicidio por deixar jovem morrer sem atendimento



Por dois votos a um, a 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu no dia 28 de janeiro levar a júri popular sob a acusação de homicídio um médico que deixou uma jovem morrer ao impedir que ela recebesse uma transfusão de sangue.

A jovem, que sofria de leucemia, seria salva com o procedimento.

O médico e a família da jovem são da Testemunhas de Jeová, religião cuja doutrina proíbe os fiéis de serem submetidos à transfusão porque na Bíblia está escrito “abstende-vos de sangue”. (Atos 15:29).

Os pais da adolescente também serão levados a julgamento sob a mesma acusação.

A decisão do Tribunal confirmou sentença de primeira instância. Como um desembargador votou contra a acusação, os três TJs poderão recorrer. Eles têm, portanto, uma chance de escaparem do júri popular.
É comum fiéis das TJ impedirem que familiares sejam salvos pela transfusão. Mas médico é raro.

Quando se formam, os médicos juram respeitar a vida humana, não permitindo, entre outros compromissos, que “concepções religiosas” intervenham no seu dever e com seus pacientes.

Mas o médico desse caso chegou a ameaçar o hospital de processá-lo caso fosse feita a transfusão, conforme consta nos autos.

Os responsáveis pelo hospital argumentaram que a adolescente morreria em poucos dias se a a leucemia não fosse combatida pelo tratamento de praxe.

Como o apoio do médico, os pais da jovem responderam que preferiam que ela morresse a autorizar a transfusão.

A garota morreu dois dias depois ter sido internada em uma cidade do litoral sul de São Paulo. Foi em julho de 1993.

Para o desembargador Nuevo Campos, que votou contra a acusação, o médico e os pais da adolescente não podem ser incriminados porque a Constituição garante a liberdade religiosa.

Outros dois desembargadores invocaram o direto à vida, que também é constitucional.

No entendimento de Galvão Bruno, o relator, e Sérgio Coelho, a liberdade religiosa não é mais importante do que a vida.


Em Paulopes Weblog via Cristão Confuso


O site Consultor Jurídico oferece uma outra abordagem da questão muito interessante.

Mais uma vítima das testemulhas de jeová. Espero que os fanáticos desta seita TJ não escapem da justiça. Lamentável quando a ignorância dos pais custa a vida dos filhos.

Gnotícias